sábado, 21 de novembro de 2009

RIOetc Musical - Bendito é o fruto das nossas mulheres!




[Léo Gadelha / Pitada]

Ao darmos aquela chacoalhada na árvore das boas alternativas da música brasileira, não caem apenas frutos, mas cantoras - e às pencas. Elas cantam e compõem bem, têm referências musicais extensas e sem preconceito, são charmosas e carismáticas e estão preparadas para encarar as mudanças latentes no mercado musical. Essa profusão de novos talentos, que ostentam os mesmos predicados, por vezes lança equívocos e, desses, poucas escapam. É o caso de Céu, Clara Moreno e Mariana Aydar. As três recém-lançaram álbuns com mais identidade, mais estilo e mais feminilidade do que seus bem-sucedidos antecessores. Quem ganha é o fã da música brasileira: enquanto outras se estapeiam por um lugar ao sol, Céu, Clara e Mariana sorriem com a certeza de que vieram para ficar.
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1) Céu - Visgo de jaca
Existem bons motivos na complexidade e profundidade na música de Céu. Mesmo que as músicas do seu segundo álbum não fossem boas, a ousadia da cantora já garantiria respeito ao trabalho. Afinal, quantas novas cantoras têm musicalidade para fazer um álbum tão complexo quanto "Vagarosa"? Tudo soa orgânico, num suspiro de sensualidade e presença. É indiscutível que sua música expressa a alma brasileira com muita feminilidade. A faixa “Nascente” é inegavelmente brasileira, mas não se faria estranha dentro de um álbum do trio Portishead. Dentre as releituras, “Visgo de Jaca” é um clássico samba de Martinho da Vila da década de setenta que fez sandálias arrastarem e o Circo voar no mês passado.
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2) Clara Moreno - Deixa a nega gingar
No seu primeiro álbum, "Meu samba torto", Clara Moreno foi apresentada como a filha da cantora e compositora Joyce e que começou a carreira com um álbum promissor e bem produzido. Com "Miss Balanço", Clara afirma sua liberdade musical com ousadia e frescor. Sua voz e interpretação estão mais soltas e autênticas, cercadas por arranjos complexos, e temperadas por melodias que riscam o salão. Seus sambas preenchem os espaços onde se reverencia a tradição e se apresenta a novidade. "Deixa a nega gingar" justifica o título do álbum com um ar pop irresistível e indisfarçavelmente contemporâneo.
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3) Mariana Aydar - Pras bandas de lá
"Peixes Pássaros Pessoas" é um álbum para pistas, salões e quintais, onde o samba predomina e ao mesmo tempo tem seus domínios extrapolados. Os sambas de Mariana aparecem salpicados por cavaquinhos, violões de sete cordas, tamborins, reco-recos e ganzás que convivem harmoniosamente com teclados, guitarras e baixos sintetizados. Mariana consegue resultados arrebatadores em temas como a luxuriosa “Beleza”, num dueto com a cabo-verdiana Mayra Andrade, onde Mariana exalta o calor que a mantém acesa. E que casa maravilhosamente bem na sequência com o melhor samba do disco, "Aqui em casa", em parceria com o namorado Duani, que tem pinta de samba para a história e que será lembrado por ter inaugurado um assunto. “Pras Bandas de Lá” é um samba-marcha com uma irresistível pitada tropicalista e com o sabor da mulher brasileira. Aproveita a dica para este sábado (21/11) à noite, no Estrela da Lapa!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Slide!




Continuando a nossa linha de slides que mostram as cinco macrotendências identificadas pelo Bureau de Estilo, hoje apresentamos os "anartistas". Essa galera é muito criativa, e mistura cabaré, circo e surrealismo em seus looks. O colorido da estilista Elsa Schiaparelli é fonte de inspiração para os anartistas: suas idéias inovadoras combinam perfeitamente com as plumas, cartolas, saias de bailarinas e outros elementos do mundo a que esse grupo pertence.


Comeeeeeeeça a final!

Como no futebol, desta vez a gente vai fazer uma final envolvendo apenas dois concorrentes - ou melhor, duas! Quem segue na disputa são a Flávia Tattoo e a Manu, que descreveram seus maiores golaços assim:

Flávia: "O meu maior gol foi ter descoberto no Rio de Janeiro a minha segunda casa, minha segunda família e poder dividir esse Sol com vocês!"

Manu: "Meu maior golaço foi ter cruzado o meio campo, driblado três marcadoras, dado um chapéu em uma zagueira pra poder ficar com o meu namorado."

Parabéns, meninas! Uma de vocês vai ganhar um lindo pingente da Junia Machado. A votação rola na lateral do blog até as 17h de domingo, combinado? Como sempre, obrigado a todos os que participaram! E continuem ligados, segunda-feira tem mais mimo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Valeu, Zumbi!


Amanhã, Dia da Consciência Negra ou Dia de Zumbi, é feriado no Rio e em outras 500 cidades, Brasil afora. A gente aproveita pra mandar um “salve!” para todos – negros, pardos, brancos, amarelos, e todas as suas misturas, que fazem o Brasil tão legal! Mas, em especial, a nossa reverência nesta data vai pra seguinte galera:
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Zumbi dos Palmares
Escrava Anastácia
Tia Anastácia, do Sítio do Pica-pau Amarelo
Mussum
Obamis
Obina
Fio Maravilha
Jorge Ben
Jorge Aragão
Seu Jorge
Dona Ivone Lara
Dona Zica
Cartola
Jamelão
Pitanga, Antônio
Camila Pitanga
Thaís Araújo
Lázaro Ramos
Hélio de la Peña
Grande Otelo
Macunaíma
Xica da Silva
Bezerra da Silva
Leônidas da Silva
Pelé
Adhemar Ferreira da Silva
João do Pulo
João do Rio
Martinho da Vila
Gilberto Gil
Torcida do Flamengo
Bloco dos Napoleões Retintos

A Banda do Zé Pretinho
Bob Marley & The Wailers
Ziggy Marley & The Melody Makers
Luiz Melodia
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É lógico que estamos esquecendo de muita gente boa. Por isso, se alguém lembrar de outros e quiser levar adiante o nosso “Salve!”, é só incluir um comentário aqui embaixo! Bom feriado a todos!

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PS: Amanhã, meio-dia, é horário de fechamento do nosso "Se liga"! Já mandou sua resposta? Ainda não?!? Então a hora é essa, vai lá!

Agenda!


19/11- Começa hoje o Festival Universitário da MTV. O evento reúne bandas mais conhecidas no mainstream e outras menos, divididos em dois palcos. São trinta bandas que vão tocar na Marina da Glória de hoje até sábado. Dentre as bandas que vão tocar estão MopTop, Móveis Coloniais de Acaju e a internacional The Walkmen. Para saber a programação completa, clique aqui. Imperdível pra quem gosta de conhecer novas bandas!

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20/11 – Nessa sexta, nossa querida festa Pitada vai receber o rock e a descontração carioca de Rubinho Jacobina como atração principal. Além disso, a festa, que sempre dá ênfase à variedade cultural, vai ter também esculturas expostas da artista plástica Maria Lynch e os grafismos do VJ Ratón. Ah, e uma ótima notícia praqueles que amam o Flamengo tanto quanto a gente aqui do RIOetc: Arthur Muhlenberg autografa o incrível “Manual do rubro-negrismo racional”.
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21/11- Hoje a charmosíssima Joss Stone volta ao Rio para promover o seu novo CD, “Colour me free”. A cantora inglesa já é considerada uma das maiores divas do soul e vai apresentar em seu repertório sucessos atuais e de seus discos anteriores no HSBC Arena. Os ingressos variam de R$ 70 a R$ 290 e podem ser garantidos aqui. A nossa Maria Gadú vai abrir o show. Imperdível!
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22/11 – Continua em cartaz o 2º Festival Internacional de Humor do Rio, que conta com humor gráfico e esquetes teatrais que todos deviam conferir! O evento acontecerá simultaneamente no Oi Futuro e no Centro Cultural dos Correios. A novidade desta edição é a mostra de videografismo “Rio de Bom Humor”, que entrou em cartaz na quarta-feira. Acontece também a “Mostra Stand up Comedy”, com ótimos atores e roteiros improvisados ou não. Hoje, especificamente, vai ter o “Musicomédia”, com Fernando Caruso, Gregório Duvivier e Gustavo Pereira. Pra quem viu Z.É. (Zenas Emprovisadas), “Musicomedia” é quase que obrigação! Confira a programação completa aqui.
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23/11 – A Semana do Filme Nacional começou no dia 20, mas continua em cartaz até o dia 26. Durante a mostra, todos os longa-metragens brasileiros têm seu ingresso reduzido. O evento é organizado pela Ancine e as entradas custam R$ 6 e R$ 3 (meia). Mais de 300 salas aderiram à promoção e serão exibidos, no total, cerca de trinta filmes nacionais. Vale muito a pena pra quem não conseguiu ver todos. Foi feito até um hotsite superbacana.
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24/11 – Há uma semana, a exposição “Desenhando um filme” foi inaugurada no Oi Futuro e tem atraído muitas pessoas diferentes. Ela fica em cartaz até dia 10 de janeiro e mostra a essência do trabalho de um diretor de arte de cinema. Esse trabalho bastante curioso tem, na exposição, o curador Marcos Flaksman, que compartilha todo o seu acervo de quarenta anos de profissão. São muitas plantas de cenário, maquetes, desenhos, tabelas de cor e referências, apresentados em oito pequenos documentários. Além disso, serão expostas imagens fotográficas de sets de filmagem, cópias de croquis e desenhos de locação. Pra quem não sabe, Marcos trabalhou em filmes como “Budapeste”, “Zuzu Angel”, “O Xangô de Baker Street”, entre muitos outros.
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25/11 – Começa hoje o Vale Open Air, no Jockey Club da Gávea. O evento, que une filmes, shows e festa, vai trazer uma série de filmes inéditos e outros que já foram vistos, mas que são clássicos do cinema. A mostra rola de hoje até o dia 13/12. Das pré-estréias, uma das mais esperadas é a surrealista “Dr. Parnassus”, que foi a última atuação de Heath Ledger, que vai ser exibido no dia 28/11. O evento abre com o filme “Histórias de amor que duram apenas 90 minutos” e com o show do grupo “Villa- Lobinhos”. Pra saber mais sobre a programação, clique aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

RIOetc entrevista Mateu Velasco e Rafael Dória

Foto: Divulgação / Mateu Velasco
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É com orgulho que a gente recebe neste espaço Mateu Velasco e Rafael Dória. Não é de hoje que a gente admira o trabalho deles – nas ruas, nas telas, na lataria da nossa querida Kombi... E dá gosto quando se vê um trabalho consistente como o dessa dupla decolando. Nesta quarta, o Mateu inaugura uma individual na Galeria Movimento, em Copacabana; o convite da exposição traz um texto da graaaaaande Thereza Miranda (80 anos de arte!) declarando sua admiração pelo cara. É brincadeira?! Do Dória, amigo de longa data, a gente já falou algumas vezes aqui no blog. Sambista, artista plástico e professor, nesta entrevista ele humildemente rejeita o título de “grafiteiro”. A gente pede desculpas por discordar, e aproveita pra agradecer aos dois, por deixarem nossas ruas mais bonitas com sua arte. Não apenas através dos muros e paredes pintados por eles, mas também pelas estampas que já fizeram para grifes como Bee e Maria Filó. E a gente adianta que outras virão por aí! Com vocês, os multiartistas Mateu e Dória:

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Vocês enfrentaram algum tipo de preconceito quando começaram a grafitar? Como era antes e como é hoje?

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[Mateu Velasco] Preconceito acho que não, mais curiosidade. Pintar na rua era algo novo para o contexto da época aqui no Rio de Janeiro. Hoje acho que essa cultura ja está mais difundida.
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[Rafael Dória] Eu comecei com o graffiti depois de velho, já tinha 30 anos. Mas não sou grafiteiro. Uso a técnica do graffiti, mas a galera do graffitti mesmo leva isso no seu dia a dia, no seu estilo de vida. O pouco preconceito que rolou foi por parte desse pessoal que já estava na batalha há muito tempo e, de repente, viu um ilustrador dividindo o espaço com eles. Mas eu entendo, porque essa galera que começou foi quem realmente batalhou pro graffiti ser reconhecido como forma de arte como é hoje. Na verdade, esses caras são meus professores, apesar de mais novos que eu.

Foto: Divulgação / Mateu Velasco
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Hoje vocês dão aulas para crianças e jovens. Dá pra notar alguma diferença na nova geração?
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[Mateu]
A nova geração tem um acesso mil vezes maior à informação, através da internet, da televisão e da leitura. Este tipo de informação começou a chegar de uma forma mais democrática, com publicações nacionais, oficinas, eventos etc. Esse acúmulo de informações faz com que a cartela de referência se expanda, gerando um ambiente extremamente produtivo.
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[Dória]
Já sou professor de artes há 9 anos, comecei antes de pegar nas latas. Consigo ver uma geração com um repertório visual que eu não tinha nem quando saí da faculdade. A Internet trouxe o mundo pra perto e isso se reflete na criação de imagens para as mais diversas mídias, e a rua é mais uma delas. Além disso, o que percebo é a falta de "assinatura" nos trabalhos dessa nova rapaziada, talvez exatamente pelo excesso de referências. Mas quem sou eu pra julgar?
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Qual o lugar mais inusitado que vocês já pintaram?

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[Mateu] Acho que numa casa de máquinas na Estrada de Ferro do Corcovado. Fica lá no alto, colado no Cristo, o visual vale a subida.
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[Dória] Uma vez, eu, Mateu e Duda pegamos o carro e subimos a serra de Petrópolis atacando vários espaços abandonados e ruínas. Dentre estes, um posto de gasolina da década de 50, bem art-déco, que tinha uma área fechada de janelões de vidro. Fizemos uma minigaleria lá dentro em uma hora de pintura. Um mês depois, o posto foi demolido, só restaram as fotos.

Foto: Tiago Petrik
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Que trabalho vocês guardam na memória com mais carinho?
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[Mateu] Eleger um é muito difícil, acho que cada um faz parte de um momento, de uma fase e tem sua importância dentro do processo de criação e amadurecimento. Me preocupo mais com esse caminho do que com um determinado trabalho ou outro. Isoladamente, não acho que tenham força suficiente para se destacar do conjunto.
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[Dória] Sem querer encher a bola do RIOetc, a segunda Kombi [viagem ao circo] que pintei ficou bem bacana. Tem também um painel de 15 metros na Paulo VI, no Flamengo, que fiz com o Duda. Esse demorou umas 5 noites, e pintamos praticamente ele inteiro usando lanternas de cabeça, porque não havia iluminação no local e era nosso único momento livre.
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Aproveitando a brecha, como foi a experiência de pintar a Kombi do RIOetc? Já tinham pintado algum carro antes?
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[Mateu] Carro só tinha pintado com bomb, fazendo a produção foi a primeira vez. Foi legal porque rolou o improviso, não foi uma coisa planejada previamente... Ficamos sabendo [ele fez o trabalho junto com Gais] o que era pra pintar meio que na hora, além de ter sido a primeira pintura, não tínhamos referências anteriores de outras pinturas.
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[Dória] Foi sensacional. Ainda mais porque fiz a última, do Circo, ao lado de uma escola de crianças, que vibravam quando viam cada etapa terminada. Podíamos partir pra um caminhão na próxima...
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Vocês gostam de trabalhar com moda? Que outras formas de expressão mais curtem?
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[Mateu] É um nicho de mercado bom, porque permite um trabalho bem autoral e geralmente bem livre. As possibilidades nunca se esgotam, sempre existe algo que não foi feito. A parte de cenografia e de pintura também permite um trabalho mais solto e tem me despertado interesse.
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[Dória] Gosto muito... Por mim, trabalharia mais. A moda hoje em dia é o grande catalisador das expressões artísticas. Tudo gera tendência, música, arte, teatro, dança e por aí vai. E sobre outras formas de expressão, sou dependente de música para funcionar bem.

Foto: Tiago Petrik
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Qual a parede-sonho de consumo de cada um?
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[Mateu] Não precisa nem ser parede....Qualquer espaço que tenha características marcantes como tamanho, visibilidade, textura, ou se simplesmente renderá uma boa foto dentro do contexto... Mas lógico que tem aquelas paredes que sempre olhamos, mas essas coisas é melhor não divulgar muito...
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[Dória] O Posto 9... Cada um podia ser de um artista. Se aqui fosse Nova York, já tinha rolado isso.
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E quem é “o cara” no graffitti, hoje?
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[Mateu] Quem é o cara eu não sei, admiro vários, cada um com sua peculiaridade. Às vezes, não só pelo trabalho, mas conhecer outros artistas e trocar idéias, e saber o que pensam sobre determinado assunto pode ser tão ou mais produtivo do que apenas ver uma pintura pronta. Esse é o tipo de lista em que não rola colocar uma hierarquia, sempre periga deixar um de fora, esquecer nomes...
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[Dória] Não falar dos Gêmeos é quase impossível... Os caras são diferentes de tudo que existe por aí. Transcenderam o graffiti.

Foto: Tiago Petrik
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Dá pra dizer que o graffiti brasileiro tem um bom filme lá fora?
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[Mateu] Tem tempos que não viajo para fora, mas pelo que tenho visto, acho que sim, os artistas brasileiros despertam grande interesse lá fora. A arte produzida aqui parece ter uma grande aceitação... Acho que não apenas pelo fato de ser brasileiro, mas também pela qualidade e originalidade dos artistas nacionais.
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[Dória] Acho que sim. Sempre vejo meus amigos (Ment, Bragga, Gais etc) indo pra fora.
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Quais são as ultimas novidades e os próximos passos?
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[Mateu] Hoje estou abrindo minha expo solo na Galeria Movimento, aqui no Rio, resultado dos últimos três meses de trabalho dentro do ateliê. E novos projetos já estão surgindo, ainda que em fase embrionária... Dentro de alguns meses, novidades.
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[Dória] Estou produzindo uma série usando suportes reaproveitados e começando a pensar em voltar a trabalhar com serigrafia. Além disso, sigo nos projetinhos de capa de disco e ilustrações pra alguns clientes.

Meninas do Rio



Foto: Lili Costa
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Salve, salve! Continuando nosso passeio pela tarde universitária, separamos os looks finais da PUC pra vocês!

Foto: Lili Costa

Foto: Lili Costa
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Essas meninas são portuguesas, mas ninguém acredita! Além de quase não terem sotaque, que tal esse bronzeado? Arrasaram, hein!? Quase cariocas!

Foto: Lili Costa

Foto: Lili Costa
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A gente amou esse colar! Não é um charme?

Foto: Lili Costa

...e meninos do Rio

Foto: Lili Costa
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O Leonard reclamou que a gente já tinha fotografado ele três vezes e nunca tinha saído... Mil desculpas, mas agora foi! E aí, que tal, gostou?

Foto: Lili Costa
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O Rovane é carioca mas tá morando em São Paulo. Ele veio de lá só para dar uma conferida no Festival de Primavera. Ele deve ter esquecido que aqui no Rio primavera = verão = outono = inverno = sempre quente, e veio de calça! Deve ter morrido de calor!

Foto: Lili Costa
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O Victor tava trabalhando como roadie do Matanza, que tocou no último dia do Festival de Primavera. Mas deu uma pausa no trabalho pra posar pra gente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fim de tarde na PUC

Foto: Lili Costa
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Salve, salve! Separamos as melhores fotos de duas tardes que passamos na PUC, durante o Estilo PUC e o Festival de Primavera, que a gente publica hoje e amanhã. Encontramos muitas pessoas que amam moda e música – ou os dois juntos, por que não? Combinação perfeita pra esses dias tão bonitos! Os dois moços da foto acima são da banda Ganeshas e estavam só brincando com a guitarra e o baixo. Delícia!

Foto: Lili Costa
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A Meíssa tentou fugir da gente, mas não conseguiu! Valeu o nosso esforço, né?!

Sol e Rock!

Foto: Lili Costa

Foto: Lili Costa
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Isso é que é roqueiro: não abandona a calça jeans nem em dia de sol escaldante!

Foto: Lili Costa

Sorriso de estrela!

Foto: Lili Costa
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A Thais tava trabalhando como apresentadora da TVJam, cobrindo o Estilo PUC. Ela foi entrevistar a gente, mas, com esse sorriso lindo, acabou virando nossa personagem também...

Foto: Lili Costa
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A gente sempre esbarra com alguns tímidos... O da vez é o Pedro, justamente o namorado da Thais, tão despachada!

Foto: Lili Costa

Foto: Lili Costa
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Algumas torcidas fizeram até máscaras de papel dos candidatos e distribuíram pelo pilotis!

Foto: Lili Costa

Foto: Lili Costa